»» E.J.C. - Aprendiz
Ano III - nº 71 - 11.09.2000

Organizadores:
André (Andarilho), Cledson, Marcos (Maverick-JP), Luiz Júnior (Luiziinho) e Manuela (Monaliza-jp)

Participação Especial:
Jesus@Deus.ES

Publicação quinzenal. Assinatura gratuita; basta remeter nome, e-mail, aniversário, movimento e cidade para andrelin@zaz.com.br. Obs.: coloque a palavra "ASSINATURA" no assunto (subject).

» NESTA EDIÇÃO

  1. Editoral
  2. Curtas
  3. Aniversariantes da Quinzena
  4. Tema para Reflexão: O que buscamos
  5. Site Cristão
  6. Dica do Amigo
  7. Espaço do Leitor

» 1. EDITORIAL

Nesta edição, excepcionalmente, transcrevemos o editorial do jornal "Pandectas", escrito pelo Professor Mamede com o intuito de levar nossos leitores a pensar sobre nossa contribuição para a construção de uma sociedade mais justa. Leiam, reflitam e opinem, escrevendo para o "espaço do leitor":

    "A mídia não perdeu a oportunidade de explorar com estardalhaço o ato de solidariedade do menino que dera o seu par de tênis velho para ajudar os desabrigados das chuvas torrenciais no Nordeste brasileiro. Em tempos difíceis a solidariedade é demonstração de que os seres humanos não são ­ no todo ­ execráveis (ainda que o sejam em parte).

    Mas estava eu refestelado a acompanhar as notícias que a mim trazia a tal TV quando uma em especial chamou-me a atenção pelo contraste: uma enorme apreensão de pares de tênis falsificados que estavam entrando irregularmente no país; algumas dezenas de milhares de pares de tênis. Repito: dezenas de milhares. À marca lesada pela pirataria (conhecida internacionalmente e que também faz sucesso ­ bastante! ­ por aqui) foi questionado o que fazer com o material apreendido e a resposta foi: destruir. E lá estava a cena em meu tubo de imagens: pares e mais pares de tênis, “novinhos em folha”, sendo colocados em uma máquina cuja a boca metálica abria-se faminta para o alto, e que expelia, por uma outra banda ­ também metálica ­ tiras inúteis de lixo.

    Perdoem-me, mas isso é um absurdo e é desumano. Será que estou tão louco assim de achar que as regras do capitalismo precisam ser humanizadas? Não bastaria pintar uma tarja que os desvalorizasse para o comércio e, depois, cedê-los aos que necessitam? Pode o Direito ser hospedeiro de regras assim tão desumanas? Não seria Justo disciplinar a utilidade final dos bens, mesmo em circunstâncias como estas?

    Para mim, foi um crime de desumanidade. Nada tem mais valor que o lucro (e a preservação da marca), nem a vida, nem a dignidade dos outros. E que se danem aqueles que precisam de ajuda: nós queremos é lucrar.

    Pobre humanidade suja."

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» 2. CURTAS

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» 3. ANIVERSARIANTES DA SEMANA

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» 4. TEMA PARA REFLEXÃO: O QUE BUSCAMOS

O Homem Rico

Um homem muito rico resolveu viajar e então pegou seu iate e saiu pelo mundo. O homem rico começou a andar pela ilha e encontrou um caboclo deitado numa rede, olhando para aquele mar muito azul. Chegou bem perto do caboclo e puxou conversa:

- Muito bonito tudo por aqui...

- É... - disse o caboclo, sem tirar os olhos daquele mar.

- Tem muito peixe nesse mar?

- É só jogar a rede e pegar quantos quiser.

- Por que você não pesca bastante?

- Para quê?

- Ora, você pega um montão de peixes e vende.

- Para quê?